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Como evitar a alienação parental no divórcio

O processo de divórcio pode ser estressante e traumático para a família, em especial, para as crianças e os adolescentes. É saudável que os pais evitem discutir e brigar na frente dos filhos, para não gerar lembranças prejudiciais. Afinal, a ruptura conjugal por si só já acarreta grandes mudanças. A separação do núcleo familiar pode ser agravada com a disputa da guarda dos filhos e as questões financeiras e patrimoniais. Por isso, esse é o momento para os pais pensarem com calma nas decisões. A forma como lidam com esses assuntos influencia na adaptação dos filhos à nova realidade familiar.

“Evitar envolver os filhos nas disputas do casal é a melhor maneira de não prejudicá-los no desenvolvimento. Especialistas da Psicologia ressaltam que o despreparo dos pais, principalmente quando tratamos de alienação parental, provoca graves consequências emocionais e na formação social dos filhos”, diz Paulo Eduardo Akiyama, advogado e atuante no direito de família.
Prevista na Lei n.º 12.318/2010, a alienação parental constitui qualquer interferência na estrutura psicológica da criança ou do adolescente promovida por um dos seus genitores, avós ou detentores da guarda.

“O comportamento dos pais durante e após o divórcio pode trazer a demolição do instituto família, influenciando psicologicamente as crianças. Estudos comprovam que as inquietações e insatisfações dos genitores se projetam nos filhos, o que já se considera alienação parental”, explica.

Ruptura conjugal não significa ruptura parental
O Brasil adotou a Oficina de Pais e Filhos, coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que visa aperfeiçoar o trabalho do sistema judiciário. As oficinas são compostas por voluntários capacitados para atuar com pai, mãe, adolescentes e crianças, a fim de promover a reflexão sobre o divórcio e a parentalidade  e explanar as mudanças da família.

“Nossos legisladores buscam a saúde psicológica e o desenvolvimento de filhos de pais separados. Foi publicada a Lei 13.058/2014, que inclui a guarda compartilhada como meio de convivência entre filhos e cônjuges, especialmente quando os pais não têm consenso sobre a guarda dos filhos e ambos estão aptos a exercê-la. Em 2010, entrou em vigor a Lei 12.318  – Alienação Parental  – com o fundamento: ‘inibir a alienação parental e atos que dificultem o convívio entre a criança e seus genitores’”, completa.

Pais devem pensar no melhor para os filhos, ou seja, num convívio com os genitores de maneira equilibrada. Afinal, ruptura conjugal não é sinônimo de ruptura parental.

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