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Sarampo não é brincadeira. Vacine seus filhos

O número de casos de sarampo vem assustando todos nós. O sarampo é uma doença viral, que já foi frequente e causou muitas mortes de crianças brasileiras. O Brasil, inclusive, recebeu o registro de eliminação do sarampo pela Organização Mundial da Saúde em 2016. Recentemente, contudo, novos casos surgiram no país pela migração de venezuelanos infectados por sarampo, especialmente no Norte, e pela existência de brasileiros não vacinados. Segundo a recomendação oficial, pelo vírus do sarampo ser de alto contágio, é preciso que pelo menos 95% das pessoas tenham sido vacinadas para que o sarampo não se espalhe. E, em 2017, a cobertura alcançou somente 83% do público-alvo (primeira dose) e 71% (segunda dose). Mas o que fazer para que o número de pessoas imunizadas aumente efetivamente?

 

“É necessário ampliar a cobertura vacinal através da conscientização sobre o sarampo, suas complicações e sua importância; e veicular informação fidedigna nas mídias e redes sociais. Também é essencial facilitar o acesso da população às vacinas, seja com vacinação casa a casa, com a abertura de postos de saúde em horários alternativos e com a participação de agentes comunitários”, diz a Dra. Adriana Rodrigues Fonseca, diretora da Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece como obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. E mesmo assim, atualmente, existe uma onda com papais que não estão vacinando seus filhos.
“O movimento antivacina, sobretudo entre pessoas de alta renda e escolaridade, vem crescendo no mundo todo, inclusive no Brasil. Várias são as razões apontadas para não vacinarem seus filhos ou a si próprios: receio de eventos adversos; imunidades ‘antinatural’ e agressiva proporcionadas pelas vacinas; falta de necessidade por algumas doenças graves e fatais já estarem controladas; informações de sites e blogs com conteúdo de credibilidade questionável que mistificam as vacinas; e a alegação de que as vacinas são recomendadas porque geram lucros à indústria farmacêutica. A opção por não vacinar os filhos é uma decisão individual, mas com repercussões coletivas, podendo trazer de volta doenças graves e fatais já controladas e afetar outras crianças e adultos que não podem ser vacinados”, alerta a médica.
O contágio e os sintomas
O sarampo é uma doença causada por vírus. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa por tosse, espirro, fala ou respiração. Todos podem pegar a doença, mas recém-nascidos, gestantes, imunossuprimidos (pessoas com doenças ou em uso de remédios que reduzem a imunidade) e desnutridos graves estão mais suscetíveis a infecções graves. Os sintomas começam com febre acompanhada de tosse persistente, vermelhidão nos olhos, coriza, bolinhas vermelhas pelo corpo e manchas brancas na parte interna das bochechas. Muitas pessoas acham que o sarampo é uma doença leve, mas pode complicar com infecção nos ouvidos, pneumonia, hepatite, convulsões, infecção no cérebro e morte.
Quem deve ser vacinado 
Durante todo o ano, a vacinação contra sarampo e poliomielite está disponível nos postos de saúde em todo o Brasil. Então, mamães, levem seus pequenos. Crianças, de 1 a 5 anos de idade, mesmo as que deixaram de receber a dose na idade adequada, devem ser imunizadas.
A vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, deve ser tomada aos 12 meses. Aos 15 meses, é a vez da vacina tetraviral, que protege também contra a varicela (catapora). Quem não foi vacinado quando bebê, deve receber as duas doses até os 29 anos. Dos 30 aos 49, basta uma dose. Os indivíduos acima de 50 anos provavelmente já tiveram sarampo e já estariam imunizados pela vacinação dos mais jovens.
As pessoas que estão em dúvida se já tomaram as doses recomendadas para a sua idade ou se já tiveram sarampo no passado, e até as que perderam a caderneta de vacinação, devem procurar os postos de saúde para se vacinar.
A vacina  é contraindicada para gestantes, pessoas com imunidade baixa (seja por doença crônica ou uso de medicações que enfraquecem o sistema de defesa), crianças menores de 6 meses de idade e pacientes com história de crise alérgica grave após aplicação de dose anterior.
Não vamos marcar bobeira. Vacinação já!

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